Moro diz estar sobrecarregado e recusa julgar ação sobre pedágio do Paraná


Pela primeira vez desde o início da Operação Lava Jato, em 2014, o juiz federal Sergio Moro, responsável pelos processos na primeira instância, abriu mão de julgar um processo. Ontem (11 de junho), ele declarou a não competência para julgar a ação penal oriunda da 48ª fase da operação, batizada de Integração e que apura o suposto pagamento de propina a agentes públicos por uma concessionária de pedágio do Paraná.

No despacho em que oficializou a recusa, Moro argumentou que a ação penal não tem qualquer ligação com a Petrobras ou com o Setor de Operações Estruturadas do Grupo Odebrecht, além de ter alegado estar sobrecarregado. O Ministério Público Federal (MPF) não se manifestou sobre o assunto.

Ainda segundo o juiz paranaense, a sua saída de cena não anula as decisões já tomadas quanto ao processo, que nas próximas semanas deve ser encaminhado para outra vara criminal de Curitiba, ainda não definida.

Antes mesmo da decisão de Moro, as defesas de pelo menos dois investigados chegaram a questionar o Tribunal Regional Federal da 4ª Região ((TRF4) sobre a competência do magistrado para julgar o caso. 

Na ocasião, o juiz federal disse ter assumido a ação penal por notar “pontos de conexões” entre a investigação e o que já foi revelado pela Lava Jato. Ao verificar que o processo não teria relação com a estatal ou crimes praticados pelo setor de propina da empreiteira, sugeriu a redistribuição da ação penal.

Foto: divulgação

TRX Online com informações do Bem Paraná