Fronteira – Investigador de polícia é condenado por cobrar propina para liberar contrabando


Um investigador da Polícia Civil de Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, foi condenado pela Justiça por cobrar valores e produtos de pessoas que entravam no país com mercadorias contrabandeadas do Paraguai.

O caso começou a ser investigado pelo Ministério Público (MP-PR) em 2010 por meio de uma ação civil pública por improbidade administrativa.

De acordo com o MP, o policial e um cúmplice exigiam propina de compristas para não comunicar à Receita Federal o contrabando. Ainda segundo a denúncia, as vítimas eram abordadas pelos dois em uma simulação de fiscalização policial.

Quando as vítimas se recusavam a pagar para que eles não acionassem os fiscais, a dupla ficava com a mercadoria.

Três casos foram registrados entre fevereiro e março de 2010.

Em uma das situações, o cúmplice do policial foi preso em flagrante depois de marcar um encontro e receber o dinheiro combinado para devolver o celular de uma das vítimas. O telefone foi usado como garantia do pagamento da propina.

Na sentença, publicada na quarta-feira (11), o juiz Rodrigo Luis Giacomin determinou a perda da função pública, a suspensão dos direitos políticos por três anos, a proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios também por três anos e o pagamento de multa equivalente a cinco vezes o valor da última remuneração que recebeu como policial.

O dinheiro será encaminhado à Receita Federal.

O réu também responde criminalmente por concussão, extorsão praticada por servidores públicos.

Foto: divulgação

TRX Online com informações do G1 PR