Em jogo de cartões, equilíbrio e “lei do ex”, Santos e Palmeiras empatam no Pacaembu


No retorno da Copa do Mundo para Santos e Palmeiras, um ponto para cada lado. Com um primeiro tempo mais alviverde e um segundo mais alvinegro, o empate por 1 a 1 desta quinta-feira, no Pacaembu, acabou tendo gosto amargo para os dois lados. O Peixe queria se distanciar do Z-4, enquanto o Verdão buscava aproximação dos líderes. Lucas Lima abriu o placar no primeiro tempo, e Gustavo Henrique, de cabeça, fechou a conta.

O empate deixa o Palmeiras com 20 pontos, a sete do líder Flamengo, em sétimo lugar na classificação geral. O Santos vai aos 14 pontos e termina a rodada em 15º, a um ponto do Bahia, que abre a zona de rebaixamento. 

Em seu quarto jogo contra o Santos, Lucas Lima, enfim, fez o primeiro gol. Diante do clube que defendeu até o fim do ano passado, o meia abriu o placar no início do primeiro tempo, comemorou na direção da antiga torcida e explicou que “é diferente, sim” marcar contra o Peixe. Com arquibancadas 100% santistas, o palmeirense foi vaiado a cada toque na bola.

Depois de quase 40 dias sem jogos oficiais, o técnico Jair Ventura voltou a sentir a cobrança das arquibancadas – ele foi xingado e vaiado pela torcida presente no Pacaembu. Quando tirou Alison para a entrada de Léo Cittadini, ouviu o coro de “burro”. No lance seguinte, porém, Gustavo Henrique empatou o jogo, o o comandante comemorou em tom de desabafo. Com o Santos em situação delicada, Jair aguarda reforços para continuar seu trabalho.

O árbitro Dewson Fernando Freitas da Silva controlou o jogo com cartões. No total, foram 10 amarelos distribuídos – quatro para o Santos, seis para o Palmeiras. O jogo foi leal, mas teve seus lances mais duros. Rodrygo, Scarpa e Lucas Lima foram alvos, mas o jogador que mais sofreu faltas na partida foi o volante Alison: quatro. De todos os amarelados, Lucas Lima e Alison estavam pendurados e desfalcam suas equipes na próxima rodada.

Mais inteiro em campo, o Palmeiras se aproveitou da desorganização defensiva do Santos para criar chances e abrir o placar logo cedo. No primeiro contra-ataque alviverde, aos cinco minutos, Willian avançou e tocou para Lucas Lima. Dentro da área, sem qualquer marcação, ele teve tempo de girar e mandar para as redes. O Santos só tentou atacar pelos lados, com Gabigol e Bruno Henrique, mais Rodrygo (recuado) e Sasha (avançado) centralizados. A criação no meio-campo, porém, beirou o zero – a melhor chance saiu numa inversão de Bruno Henrique para Sasha, que encontrou Gabigol na pequena área. O camisa 10 se esticou todo, mas só tocou de leve na bola. Na saída para o intervalo, vaias dos santistas…

Em vantagem no placar, o Palmeiras se fechou muito cedo e deixou o Santos reagir. Sempre pelos lados, na velocidade, o Peixe começou a dar trabalho ao goleiro Weverton. Mesmo com a saída de Rodrygo, com dores no joelho, os alvinegros seguiram insistindo pelos lados e em jogadas rápidas. O gol, porém, só saiu na bola aérea – Gustavo Henrique aproveitou sobra de cabeçada na trave e empatou o clássico. O Santos ficou mais perto da virada, criando chances perigosas, mas foi o Palmeiras quem quase levou os três pontos: no último minuto, Jean teve a bola do jogo quase na pequena área, mas acertou a trave direita de Vanderlei.

Reserva do Santos, o meia Vitor Bueno foi cortado da relação para o clássico porque está sendo negociado com o Dínamo de Kiev. Em troca, o Peixe vai receber o atacante paraguaio Derlis González. O executivo de futebol do Peixe, Ricardo Gomes, confirmou o acordo verbal com os ucranianos.

Fonte: Globo Esporte