Assistente Social de Terra Roxa se destaca em projeto de ação voluntária na Bahia


O trabalho voluntário nem sempre é uma prioridade da maioria das pessoas. Seja por falta de tempo ou interesse, muitas vezes esse tipo de serviço não é valorizado. Mas para Jéssica Renata de Souza, a atividade voluntária é uma de suas preferências e que realiza com apreço.

Trabalhando na Secretaria de Assistência Social de Terra Roxa há mais de dois anos, a profissional já se destacou pela atuação em projetos importantes de outras áreas, como a “Campanha da Gota”, uma iniciativa realizada em 2007, com foco na crise hídrica, ganhando repercussão nacional pela revista Época.

“Poder compartilhar dos meus conhecimentos e também aprender muito mais com a realidade e as pessoas daquela comunidade foi uma experiência de vida ímpar”, relata a assistente social de Terra Roxa sobre o Projeto Canudos 2016, realizado em Canudos Velho, na Bahia.

O Canudos é um Projeto de Extensão da Universidade Metodista de São Paulo,  em parceria com o Instituto Brasil Solidário. Desde 2011, o Projeto acontece com ações na área de saúde, educação e meio ambiente, tendo por objetivo favorecer o diálogo entre a Universidade e a comunidade, propiciando aos alunos uma experiência de vida que fortaleça sua formação acadêmica e como cidadãos engajados no mundo.

Para Jéssica, oferecer atendimento às pessoas voluntariamente foi uma experiência ímpar (Foto: Arquivo pessoal)

Para Jéssica, oferecer atendimento às pessoas voluntariamente foi uma experiência ímpar (Foto: Arquivo pessoal)

Direcionado para acadêmicos, Jéssica Renata de Souza foi convidada para participar do projeto atuando como profissional da área de Serviço Social.

Em 2012, ela participou do Projeto Rondon, desenvolvido pelo Ministério da Defesa. Na oportunidade, ela foi convidada, participou de um processo seletivo e nesta edição de 2016 foi protagonista do Projeto Canudos.

De acordo com a assistente social, “participar do Projeto Canudos 2016 foi viver intensamente um momento único, em um lugar maravilhoso e com pessoas amorosamente incríveis. Foi reconhecer no outro o real sentido da humildade e da simplicidade da vida”.

Além do aprendizado, ela ressalta que o projeto lhe ofereceu algo a mais. “O sentimento que levo na bagagem e no coração é a gratidão por todos os momentos e, fica o “gostinho de quero mais”.

Projeto Canudos em 2016

Foram cerca de 350 atendimentos clínicos e aproximadamente 200 famílias atendidas nas visitas domiciliares. Mais de 1500 medicamentos foram distribuídos, além de 30 atendimentos na área de Saúde Mental (psicologia, serviço social e terapia ocupacional).

A assistente social junto com crianças atendias no Projeto Canudos (Foto: Arquivo pessoal)

A assistente social junto com crianças atendias no Projeto Canudos 2016 (Foto: Arquivo pessoal)

Histórico do Canudos

O projeto começou quando o professor da Universidade Metodista e biomédico Victor Hugo Bigoli realizou uma viagem-observatório por meio do “Amigos do Planeta na Escola” de iniciativa do Instituto Brasil Solidário, em 2009.

As viagens precursoras começaram em 2010 para diagnosticar as necessidades da comunidade. Em abril de 2012, foram definidas quais seriam as ações que a Universidade Metodista e a parceira Faculdade de Medicina do ABC iriam realizar.

Com o objetivo de promover o desenvolvimento social da população da cidade, a primeira viagem realizada com a equipe foi em junho de 2012. E desde então, são realizadas duas viagens precursoras por ano (abril e outubro), em junho e julho a viagem que leva o maior número de alunos (uma média de 45 participantes) e o Natal em Canudos, em que o Papai Noel leva os presentes das cartinhas recolhidas na precursora de outubro.

Até hoje, já foram realizados cerca de 2000 atendimentos da equipe de medicina, 1200 da odontologia, mais de 4000 medicamentos distribuídos, além de todo trabalho que não dá pra ser contabilizado, como as ações com crianças e adolescentes, atenção à saúde das mulheres e dos homens.

Além das intervenções, também são realizadas capacitações, palestras e oficinas, para que a comunidade se torne autossustentável.

Em 2016, o Projeto contou com o apoio da Faculdade Santo Agostinho no Piauí. Os professores Disraeli Rocha e Tércio Andrade levaram uma equipe multidisciplinar de seis alunos. Foram 73 inscrições, para finalmente contemplar a equipe de 2016.

Além da Faculdade Santo Agostinho, também foram levados alunos das instituições parceiras: Universidade Metodista, Faculdade de Medicina do ABC, Universidade Federal do estado do Rio de Janeiro (UNIRIO) e Fundação Santo André, além de profissionais formados.

A equipe multidisciplinar contou com estudantes e profissionais dos seguintes cursos: biomedicina, nutrição, enfermagem, engenharia ambiental e sanitária, engenharia elétrica, psicologia, pedagogia, medicina, biologia, terapia ocupacional, fisioterapia, farmácia, gastronomia, odontologia, medicina veterinária, serviço social, jornalismo, rádio, tv e internet, comunicação mercadológica, administração e geografia.

A partir de 2017 o Projeto irá selecionar outras cidades e estados para receberem nossas ações e receber cada vez mais instituições parceiras.

Foram cerca de 350 atendimentos clínicos e aproximadamente 200 famílias atendidas nas visitas domiciliares (Foto: Arquivo pessoal)

Foram realizados cerca de 350 atendimentos clínicos e aproximadamente 200 famílias acompanhadas nas visitas domiciliares na Bahia (Foto: Arquivo pessoal)